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O suicídio de Dorothy Hale:

um exemplo de permanência das pinturas votivas na arte de Frida Kahlo

Neste breve texto, procurarei analisar uma pintura da artista mexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (1907–1954) [1] denominada O Suícidio de Dorothy Hale (1939). Por sua clara relação com as pinturas votivas, inicialmente procurarei definir o que se entende por ex-votos, traçando uma breve história dos mesmos, desde a sua origem até a chegada na América. Depois falarei sobre a especificidade dos ex-votos no México e sua continuidade nas artes visuais, tomando como exemplo, as pinturas de Frida Kahlo. Por último, analisarei mais detalhadamente o quadro citado acima, trazendo elementos de sua história, concepção, finalidade e contexto em que foi pintado. Serão considerados também na leitura da imagem, os seus aspectos pictóricos e formais.

 

Os ex-votos

 

O termo ex-voto, abreviação latina de ex-voto suscepto (o voto realizado), corresponde à materialização de voto (promessa) feito aos santos ou divindades, em um objeto (oferta) que agradece a graça alcançada (milagre), depositado junto ao templo ou santuário do agraciador. De difícil enquadramento em uma única categoria explicativa ou de análise, podemos dizer que são artefatos da cultura material que transitam entre arte popular, fenômeno religioso e documento histórico. Destacamos sua variação em diferentes culturas, agregando aspectos diferenciados, porém mantendo seu objetivo original de serem representações materiais de trocas entre o humano e o sagrado.

 

As origens dos ex-votos remontam aos ritos pagãos da Antiguidade, assimilados pelos cristãos no início do século IV (CASTRO, 1994). Em sua origem, têm uma relação direta com os peregrinos que ofertavam objetos aos deuses em seus santuários. Sua difusão ocorreu após o Concílio de Trento (1545–1563), que direcionou os esforços da Igreja para conter o avanço do Protestantismo e doutrinar os fiéis, sendo admissível transformar antigas práticas pagãs em procedimentos católicos mais austeros. Assim, no lugar dos ex-votos em forma de objetos, foram incentivados os agradecimentos pelas graças alcançadas através de pinturas relacionadas ao evento ocorrido. São comuns na Baixa Idade Média os retábulos encomendados por pessoas abastadas a artesãos e a artistas reconhecidos, para serem oferecidos aos santos como forma de gratidão. No Renascimento, o personagem ilustre passou a ocupar papel de destaque nas cenas representadas. A prática se popularizou, difundindo-se na Europa meridional e central ao longo do século XVII. No setecentos, os ex-votos se concentraram em países católicos, como Portugal e Espanha, de onde foram trazidos para a América, tendo menor presença a partir do século XX, porém sem desaparecer (CASTRO, 1994; SOUZA, 1999; SCARANO, 2002; NEVES, 2009).

 

Nos seus aspectos técnico-formais, dentre os tipos de ex-votos, predomina, até o início do século XVIII, a pintura sobre madeira, cartão, tecido ou vidro, com caráter descritivo, numa composição padrão com os seguintes elementos: na parte inferior, a imagem da pessoa que implora a graça; em torno dela, o motivo do pedido retratado da forma mais objetiva e narrativa possível; e, na parte superior, a representação do santo (personagem sobrenatural) junto a um altar ou flutuando em uma nuvem; na inferior, a inscrição “ex-voto” e, muitas vezes, um texto explicando ou narrando a graça alcançada (CASTRO, 1994; SCARANO, 2002; NEVES, 2009; OLIVEIRA, 2012). Tal modelo foi difundido largamente na América, incluindo o Brasil, a região andina e o México.

 

Ex-voto mineiro do século XVIII, em agradecimento a cura milagrosa de um escravo de Ouro Preto que estava gravemente enfermo.

Fonte:  Site História & Cultura - Departamento de História - PUC-Rio Projetos de Pesquisa desenvolvidos pela equipe coordenada pela Profa.Margarida de Souza Neves (http://www.historiaecultura.pro.br/)

Os ex-votos pictóricos no México

 

A configuração formal dos ex-votos (ou retábulos) no México segue os modelos dos ex-votos europeus que foram introduzidos na América. Porém, existem algumas especificidades históricas e culturais que trazem aos ex-votos mexicanos peculiaridades que talvez não sejam encontradas em nenhuma outra parte do mundo ocidental.

 

Elin Luque Agraz (2008), a maior especialista em ex-votos mexicanos, lembra que as manifestações políticas e religiosas do México estão presentes tanto nas pinturas acadêmicas, como nas criações de caráter popular e, segundo ela, os ex-votos mexicanos formam um conjunto de imagens que registram a história do México, em seu aspecto não oficial. A autora ressalta que durante os três séculos em que os territórios mexicanos estiveram sob o domínio da coroa espanhola (1521–1821), as imagens votivas contribuíram para a unidade do povo através dos cultos religiosos, principalmente os marianos.

 

Diego Rivera vê nos ex-votos mexicanos o encontro entre as tradições artísticas indo americana e espanhola. Segundo ele, quando essas tradições se encontram numa obra de arte “mestiça”, nela assumem um caráter contraditório, mas que lhe dá originalidade. Assim, de acordo com o artista, apesar de existirem claramente esses dois modelos, a arte popular produzida no México acomodaria essas tendências conflitantes de maneira harmoniosa, e o maior exemplo disso estaria corporificado nos retábulos votivos.

Ex- voto em Nossa Senhora de Guadalupe (México), sem datação, mas provavelmente do início do século XX.

Fonte: Site do Projeto Ex-votos do México, iniciado em agosto de 2013, com apoio de bolsistas da FAPESB e PIBIC-UFBA (http://www.projetoex-votosdomexico.net/​)

[...] neles se conserva o sentido plástico ameríndio, com seu realismo monumental que permanece efetivo até dentro das dimensões físicas mais pequenas, e o enorme poder colorista do índio. Por outro lado, se aceita o elemento místico suspendido na atmosfera da pintura como um ornamento do céu e nada mais, enquanto que o materialismo ocultista e poético rege os personagens que, sobre a terra, tem desejado beneficiar-se com o milagre de Cristo, a Virgem, e os santos espanhóis, que flutuam sustentados por nuvens místicas. Os retábulos são o melhor produto do misticismo no México semicolonial de todo o século XIX e princípios do XX. (RIVERA, 1943, p. 97)

Embora a presença dos ex-votos possa ser encontrada em vários artistas mexicanos do século XIX, como Hermenegildo Bustos (1832–1862) e José María Estrada (1810–1862), foi na década de 1920 que a tradição dos ex-votos foi definitivamente recuperada por artistas, escritores e intelectuais, num momento em que aspectos como o nacionalismo, o regionalismo e a busca das raízes estavam em pauta. Entre os artistas que se voltaram a esses artefatos, temos Diego Rivera (1886–1957), Gabriel Fernandes Ledesma (1900–1983), José Vasconcelos (1882–1959) e Geraldo Murillo, o Dr. Atl (1975–1964), que divulgaram os ex-votos em exposições e revistas internacionais de arte. Para esse grupo, havia a necessidade de preservar as obras populares e nacionalistas, diante da indústria cultural e da imposição de modelos internacionais.

 

O exemplo de Frida Kahlo

 

Embora presentes também na arte de María Izquierdo (1902–1955), talvez seja nas pinturas de sua contemporânea, Frida Kahlo, em que aparecem com mais clareza o formato e os elementos votivos, principalmente em seus célebres autorretratos. Interessados na cultura e na arte popular mexicanas, Frida e Rivera colecionavam ex-votos. Em 1925, Diego Rivera publicou um texto denominado Los retablos: verdadera actual e única expresión pictórica del pueblo mexicano, no qual afirma que as pinturas votivas ou comemorativas (os retábulos), embora influenciadas pela estética europeia imposta, tiveram como resultado uma produção mestiça “positiva” e vital, possibilitando a persistência, no tempo e no espaço, das expressões, costumes e tradições próprias do povo mexicano.

 

Podemos observar uma relação formal entre as pinturas de Frida Kahlo e os ex-votos, nos elementos da composição (incluindo a presença de textos), no uso das cores, nas linhas dos desenhos, muito embora, na maioria das obras da artista, os santos, o Cristo ou a Virgem não apareçam. Para Diego Rivera (1943), no lugar de um milagre qualquer, é o milagre permanente que constrói o tema da pintura de Frida, sua própria vida retratada em um “realismo monumental”. Frida também se apropriou de outros elementos da cultura popular mexicana (esqueletos, máscaras, jogos) e usualmente se autorretratava, mostrando aspectos e fatos de sua atribulada existência.

 

Sem querer reconstruir aqui uma biografia de Frida Kahlo, parece ser importante apenas lembrar a origem do sofrimento físico que a acompanhou durante toda sua breve existência e que serviu de inspiração e tema para sua arte. Em 1925, aos 18 anos, Frida estava a caminho de casa, voltando da escola. O ônibus em que ela se encontrava  colidiu com um bonde e no acidente Frida ficou gravemente ferida, com teve graves lesões, na pelvis e na coluna, e os médicos não tinham certeza de que ela iria sobreviver (HERRERA, 2011).  A partir de um ex-voto que se parecia muito com um esboço a lápis que ela fez de seu acidente, Frida pintou, alguns anos depois (em 1940), uma tela denominada Retábulo, na qual retrata a sua própria experiência. 

 

O quadro tem todos os elementos dos ex-votos, a narrativa pictórica do acidente extremamente realista, a santa evocada num canto do quadro, e o texto na parte inferior, que descreve o motivo da graça alcançada. A inscrição diz o seguinte: "Os esposos Guillermo Kahlo e Matilda C. de Kahlo dão graças à Virgem das Dores por ter salvado a sua menina do acidente ocorrido em 1925, na esquina da Cuahutemozin e a calçada de Tlalpah." As cores fortes do quadro remetem ao colorido dos ex-votos mexicanos e também às pinturas astecas.

Frida Kahlo (1907-1954)

Retábulo, 1940

Óleo sobre metal

19,1 x 24,1 cm

Coleção privada

Este é apenas um exemplo, mas existem vários outros quadros de Frida que lembram os ex-votos, tais como Henry Ford Hospital (1932), Meu Nascimento (1932), Unos Cuantos Piquetitos (1935) e Autorretrato com o Retrato do Dr. Farill (1951),  além de inúmeros autorretratos. Para a autora Maria Castro-Sethness:

A incorporação por Frida Kahlo da arte dos retábulos mexicanos e imagens dos ex-votos mostra a complexa dialética entre a dimensão social dessas formas de arte, a intima relação com a religião, a criação da arte, a luta para criar vida, e a inevitabilidade da morte. Essa dialética reflete a natureza e o caráter dos retábulos e ex-votos, onde existe em ambos a função devocional privada e tradições partilhadas coletivamente. (CASTRO-SETHNESS, 2005, p. 21)

            Em seguida, analisarei uma tela pouco conhecida, mas que considero bastante  emblemática, por suas características peculiares que envolvem, inclusive, essa dialética de que trata a autora citada.

 

O Suicídio de Dorothy Hale: uma leitura [2]

 

            Dorothy Hale foi uma socialite americana e aspirante a atriz, considerada uma das mais bonitas mulheres do seu tempo. Casou-se com o pintor Gardiner Hale, que morreu em acidente automobilístico em 1931. Sem o marido para sustentá-la e frequentando os mesmos círculos sociais, Dorothy Hale, apesar dos vários relacionamentos, acabou entrando em dificuldades financeiras que foi incapaz de resolver. Na manhã de 21 de outubro de 1938, ela cometeu suicídio, jogando-se pela janela de sua suíte no 16º andar do edifício Hampshire House. Foi encontrada usando seu vestido de veludo preto Madame X com um buquê de rosas amarelas pequenas (HARRIS, 2003; HERRERA, 2011).

 

Fotografia de Dorothy Hale, sem data, autor desconhecido. A fotografia parece ser uma imagem de “divulgação”, dessas que aparecem em revistas e jornais.

Fonte: http://www.famousfix.com/post/dorothy-hale-20187496/p248305

Fotografia recente do edifício Hampshire House. 

Fonte: http://www.cityrealty.com/nyc/midtown-west/the-hampshire-house-150-central-park-south/6414  

Durante a visita a Nova York, em 1938, por ocasião da sua primeira exposição individual, Frida Kahlo conheceu Dorothy e sua amiga Clare Booth Luce, grande admiradora do trabalho de Frida, dramaturga e editora–chefe da revista Vanity Fair. Foi alguns dias antes da abertura da mostra de Frida que Dorothy Hale cometeu suicídio. Numa conversa entre Frida e Clare, a pintora sugeriu fazer um quadro como recordação de Dorothy, que havia deixado uma carta para Clare, agradecendo sua amizade e pedindo para notificar a mãe de sua morte. Clare aceitou a oferta de Frida, planejando oferecer a tela para a mãe de Dorothy e pensando que o resultado seria uma pintura semelhante aos autorretratos de Frida. Porém, Clare ficou chocada quando viu a peça acabada. Na tela original, na parte superior, havia uma espécie de cartaz segurado por um anjo onde estava escrito “O Suicídio de Dorothy Hale”. O primeiro impulso da editora foi destruir a pintura, mas acabou sendo convencida por amigos a mantê-la, porém apagou os elementos na parte superior do quadro e também a referência ao seu nome na legenda na parte inferior.  Clare Luce passou a pintura a um amigo, Frank Crowninshield, pedindo que ele a doasse para o Museu de Arte Moderna de Nova York, porém Frank ficou com ele e 20 anos depois o quadro retornou para Clare. Como ela residia no Arizona na época, doou a obra anonimamente para o Museu de Arte de Phoenix, Arizona, onde se encontra hoje. Quando foi revelado que o quadro pertenceu a Clare Booth Luce, ela teria afirmado: “Nenhuma boa ação fica impune” (HARRIS, 2003; HERRERA, 2011).

 

A pintura retrata a queda de Dorothy, em três momentos. Bem no alto, mostrando-a como uma figura minúscula ainda na varanda, prestes a se atirar, contra o pano de fundo do Hampshire House; na parte central, como uma forma maior caindo por entre as nuvens e na base do quadro, como um cadáver, porém mantendo a sua beleza e o caro vestido intactos, embora sobre uma poça de sangue no chão. O sangue ultrapassa a superfície do quadro e alcança a moldura. Sob a palavra “suicídio” há uma mancha maior de sangue, como se fosse salientar a forma como Dorothy morreu, talvez lembrando sobre a dimensão trágica universal desse ato. Frida Kahlo emprega a estratégia artística da narração simultânea, em que várias fases da ação são retratadas em uma única obra: vemos Dorothy Hale saltando da sacada; a queda num espaço ilusório, quase celestial e, finalmente, o corpo na calçada, o qual fica num plano mais próximo do espectador, praticamente saindo da tela.  A narrativa e a divisão da tela em partes é bastante semelhante às pinturas votivas, aos ex-votos, inclusive pela presença do texto na parte inferior.  A legenda pode ser traduzida da seguinte maneira: "Na cidade de Nova York, no vigésimo primeiro dia do mês de outubro de 1938, às seis horas da manhã, a Sra. Dorothy Hale cometeu suicídio jogando-se de uma alta janela do edifício Hampshire House. Em sua memória [...] este retábulo, executado por Frida Kahlo." Há uma parte apagada da legenda onde constava: “a Sra. Clare Booth Luce encomendou”.

Frida Kahlo (1907-1954)

O Suicídio de Dorothy Hale, 1939

Óleo sobre masonite

60.4 x 48.6 cm

Phoenix Art Museum, Phoenix, Arizona, USA

© 2007 Banco de México Diego Rivera & Frida Kahlo Museums Trust

Se tentarmos observar a composição e imaginar a presença do anjo e da inscrição na parte superior, poderíamos supor que se tratava de um elemento de compaixão e perdão pelo ato cometido por Dorothy e expresso na pintura por Frida. O anjo e a frase apagados aproximariam ainda mais o quadro com os retábulos ou pinturas votivas. Ainda, se pensarmos nas pinturas astecas e de outros povos nativos da América, nas quais é muito comum a presença dos anjos e as “fitas falantes”, ou seja, anjos que transmitem ao espectador mensagens escritas, não há como não fazer referência a estas.

 

Apesar da semelhança formal e pictórica com os ex-votos, o quadro possui um sentido quase inverso, pois enquanto estes são, pelo menos na sua concepção, um agradecimento por uma graça alcançada, na pintura de Frida há uma representação da morte, do fim da existência. Por outro lado, poderíamos interpretar a morte como uma saída para os problemas e dificuldades da vida, e dessa forma, a composição passaria a ter outro significado. Seja qual for a interpretação, seguramente, o mérito do quadro, no meu entender, são as reflexões que ele possibilita.

 

Dorothy Hale escolheu sair da vida de maneira dramática e Frida pintou isso com um absoluto realismo, quase surreal. A tela está dividida em dois planos: um representado ao fundo, numa atmosfera mais onírica, de sonho, com uma paleta de cores mais suave; e outro pintado com tons mais escuros, terrosos, numa representação mais realista. Esta parte do quadro parece querer dialogar com o espectador, observando-o e questionando-o e todos os elementos vistos em conjunto dão uma dimensão extremamente forte, contrastante, onde a realidade acaba prevalecendo. Conforme comenta o psiquiatra James C. Harris:

A qualidade onírica da queda contrasta com a inscrição. A realidade do olhar de Dorothy leva o espectador a refletir sobre seu desespero e talvez também em Frida, cuja vida foi alterada por seu acidente traumático e cujo casamento estava em crise naquele momento. (HARRIS, 2003, p. 662)

Parece-me, portanto, que Frida nos mostra uma relação “dialética”, pois trará de um fato específico, porém, ao mesmo tempo, faz-nos refletir sobre a dimensão da vida e da morte e sua intrínseca e inseparável afinidade; sobre a efemeridade da existência; sobre nosso sofrimento e uma possível libertação dada pela morte. Mesmo sendo uma narrativa, de um suicido cometido por uma pessoa que não conhecemos e que teoricamente não nos interessaria, é impossível ficarmos indiferentes diante do quadro. Ele é capaz de despertar no nosso íntimo profundos questionamentos sobre a vida... e a morte.

 

 

REFERÊNCIAS

 

CASTRO, Márcia de Moura. Ex-votos mineiros: as tábuas votivas do ciclo do ouro. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1994.

 

CASTRO-SETHNESS, Maria. Frida Kahlo’s spiritual world: the influence of mexican retablo and ex-voto painting on her art. Woman’s Art Journal, Rutgers University, Department of Art History, New Brunswick, New Jersey, , v. 25, n. 2, p. 21-24, 2004-2005. Disponível em:< http://www.jstor.org/stable/3566513>. Acesso em: 27 jan. 2016.

 

HARRIS, James C. The Suicide of Dorothy Hale. Archives of General Psychiatry, Harvard Medical School, Boston, Massachusetts, v. 60, n. 7, p. 661-662, jul. 2003. Disponível em:  <http://archpsyc.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=207563>. Acesso em: 28 jan. 2016.

 

HELLAND, Janice. Aztec imagery in Frida Kahlo’s paintings. Woman’s Art Journal, New Brunswick, New Jersey, Rutgers University, Department of Art History, v. 11, n. 2, p. 8-13, 1990-1991. Disponível em:<http://www.jstor.org/stable/3690692>.   Acesso em: 28 jan. 2016.

 

HERRERA, Hayden. Frida: a biografia. São Paulo: Globo, 2011.

 

HISTÓRIA & CULTURA- Departamento de História - PUC-Rio. Disponível em: <http://www.historiaecultura.pro.br/>. Acesso em 21 fev. 2016.

 

LUQUE AGRAZ, Elin. Los relatos pintados: la outra historia. Exvotos mexicanos. Espacio, Tiempo y Forma, Serie VII, Historia Del Arte, UNED, Madrid, n. 20-21, p. 181-202, 2007-2008. Disponível em:< http://e-spacio.uned.es/fez/eserv/bibliuned:ETFSerieVII2007-2008-1016/Documento.pdf>. Acesso em: 28 jan. 2016.

 

MATTOS, Maria Emília. Promessa, milagre e ex-voto. In: PESSOA, José. Milagres: os ex-votos de Angra dos Reis. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2001, p.23-36.

 

MUSEO FRIDA KAHLO. Disponível em:<http://www.museofridakahlo.org.mx>. Acesso em: 26 jan. 2016.

 

NEVES, Guilherme Pereira das. Milagres do Cotidiano. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, ano 4, n.41, p.18-23, fev.2009.

 

OLIVEIRA, José Cláudio Alves de. Estética e tipologia dos ex-votos do Brasil: diversidade, permanência e evolução. In: Anais do XXI Encontro Estadual de História - ANPUH-SP, Campinas, set. 2012. Disponível em: <http://www.encontro2012.sp.anpuh.org/resources/anais/17/1340935211_ARQUIVO_Esteticaetipologiadosex-votos.pdf >. Acesso em: 27 jan. 2016.

 

PROJETO EX-VOTOS DO MÉXICO. Disponível em: <http://www.projetoex-votosdomexico.net/>. Acesso em 21 fev. 2016.

 

RIVERA, Diego. Los retablos: verdadera actual y única expresión pictórica del pueblo mexicano. Mexicam Folkways, Cidade do México, ano 1, n. 3, p. 7-12, 1925. Disponível em: <http://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/734088/language/en-US/Default.aspx>. Acesso em: 28 jan. 2016.

 

_______. Frida Kahlo y el arte mexicano. Boletín del Semanário de Cultura Mexicana, Cidade do México, ano 1, n. 2, p. 89-101, out. 1943. Disponível em: <http://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/735544/language/en-US/Default.aspx>. Acesso em: 27 jan. 2016.

 

SCARANO, Julita. Fé e milagre: ex-votos pintados em madeiras. Século XIII e XIX. São Paulo: EDUSP, 2002.

 

SOUZA, Laura de Mello e. Os ex-votos Mineiros. In: NORMA e conflito: aspectos da história de Minas no século XVIII. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999, p.207-209.

 

 

NOTAS

 

[1] Uma biografia resumida da artista pode ser encontrada no site do Museo Frida Kahlo; http://www.museofridakahlo.org.mx/assets/files/page_files/document/39/Biografia.pdf. Para uma biografia mais completa em língua portuguesa, ver o livro de Hayden Herrera, Frida: a biografia. Rio de Janeiro: Globo, 2011. (voltar ao texto na nota 1)

 

[2]  Todos os fatos e dados citados nos próximos dois parágrafos são provenientes do livro de Hayden Herrera e do artigo de James C. Harris, cujas referências completas encontram-se ao final do texto. (voltar ao texto na nota 2)