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O HACER - História da Arte e da Cultura: Estudos e Reflexões é uma publicação do Coletivo HACER sob a Licença

Creative Commons 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0) 

Cultura

A narrativa do corpo nas obras de arte xerox produzidas por Hudinilson Junior, durante a década de 1980. Uma análise a partir do texto crítico de Frederico Morais. O texto reafirma a atualidade da produção do artista, uma vez que as questões de gênero, sexualidade e erotização, estão sendo desenvolvidas largamente, principalmente pelos jovens artistas, num momento em que, assustadoramente, mais do que nunca o assunto é tratado com preconceito e ignorância.

Por Liana Schedler Dombrowski, 2015

As representações de corpos nus sempre estiveram presentes na História da Arte, algumas vezes bem aceitas e outras, nem tanto, como vimos em episódios recentes e bem próximos. Este texto pretende fazer algumas pequenas observações sobre o nu nas artes visuais, desde o Renascimento até a atualidade, obviamente sem a pretensão de esgotar o assunto.   

A história é feita de grandes fatos, conduzidos por homens? Este texto mostra que as mulheres sempre estiveram lá, na Pré-História, na Antiguidade, na Idade Média. Uma presença que é apagada da maioria das narrativas, mas que vem sendo resgatada.

Ao abordar de maneira diferente do convencional as questões do tempo e memória, o filme O ano passado em Marienbad, (1961) causou estranheza e incompreensão do público. Tornou-se um clássico do cinema por não ser - nem um pouco - inteligível. Trata-se, de fato, de um filme difícil de entender, porém é impossível negar a sua importância para o cinema francês (e mundial) feito posteriormente. 

Por Andréia Duprat e Elvio Rossi, em 2010, rev. 2016

As locomotivas, o cinema e o próprio conceito de modernidade desenvolveram-se como criaturas de um mesmo contexto humano e estético. Os trens, que desafiam a bidimensionalidade da tela de projeção desde a lendária sessão que apresentou o cinematógrafo dos Lumiére ao mundo, manifestaram-se sob diferentes significados na obra do outro grande pioneiro da era silenciosa, o artista George Méliès, que cristalizou as ilusões espectrais da humanidade em seus filmes.

Por Giordano Gio, 2016

“Se a publicidade é uma arte ou não, depende do que você está anunciando”, dizia Joseph Beyus, ainda nos anos setenta. O texto aborda a arte produzida através de cartazes, relacionando artistas e obras que transmitem mensagens a partir de imagens, em diversos períodos da  História da Arte, atestando suas mudanças através dos tempos. A autora enfatiza as abordagens feitas sobre a mulher e o universo feminino, com os exemplos dos trabalhos realizados pelo grupo Guerrilla Girls e pelo artista Alexandre Volger. 

Por Marília Frozza, em 2010, rev. 2016

A Stanza Della Segnatura é a mais conhecida de um conjunto de salas decoradas pelo artista renascentista Rafael Sanzio (1483-1520) no Vaticano. Em 1938, o historiador da arte Edgar Wind (1900-1971) publicou um artigo no qual analisou um conjunto de pinturas presentes no teto desta sala. Conheça e visualize a leitura que Wind fez, em um fascinante esquema de alusões e significados, revelando a diversão de uma mente humanista em se fazer entender apenas por um grupo seleto e erudito.

Neste ensaio, tomando como base algumas referências da literatura que trata da vida amorosa e sexual na Antiguidade e na Idade Média, procura-se estabelecer as relações entre os textos escritos e a sociedade e a cultura do período em que foram produzidos, buscando verificar em que circunstâncias surgiram e apontando as suas mudanças e permanências através dos tempos.

O trabalho tem por objetivo procurar as relações entre texto e imagem em um exemplo pontual: a representação da personagem Moema na pintura de mesmo nome, de 1866, de Victor Meirelles (1832-1903), em relação ao poema épico Caramuru (1781), do Frei José de Santa Rita Durão (1722-1784). Essas relações são buscadas em termos do quanto se aproximam do conceito do ut pictura poesis, quanto no que se distanciam, seguindo cada arte com suas próprias especificidades.

O artigo trata da tipologia urbana encontrada nas Missões Jesuíticas nas colônias espanholas na América do Sul, a qual possui uma configuração singular e autêntica, podendo ser considerada a melhor contribuição jesuíta para a história do urbanismo no período colonial espanhol, resultado de um processo de longa duração que envolveu, imbricadamente, estrutura espacial e dinâmica social.

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Embora seja a internet o símbolo do estágio de globalização no qual vivemos, essa troca cultural não é exatamente nova, existindo desde a origem da cultura humana; ao longo do tempo apenas foram sendo aperfeiçoados os instrumentos e as estruturas responsáveis e capazes de realizar essas trocas. É disso que trata este texto.

O pintor indígena, boliviano, Luis Niño atuou em Potosí, na Bolívia, na primeira metade do século XVIII. A tela Nossa Senhora da Vitória de Málaga (c. 1740), é um dos seus trabalhos mais conhecidos e é um exemplo de uma imagem construída a partir da convergência cultural ocorrida entre indígenas e europeus. A devoção a Nossa Senhora foi trazida pelos espanhóis, como também os modelos de sua representação, contudo os artistas andinos trataram de adicionar aspectos de sua herança cultural nas obras produzidas, como fez Niño no caso analisado.

Leitura de imagem da escultura em um dos capiteis da nave da igreja de Ste. Madeleine, em Vézelay, na França, que representa o rapto de Ganimedes por Zeus (ou Júpiter). O objetivo é tentar demonstrar como determinada representação que teve sua origem em um mito pagão da Antiguidade Clássica foi re-significada pela Igreja, durante a Idade Média, especificamente no período denominado “românico”.

O Grupo Galpão foi fundado em 1982, em Minas Gerais, e é um dos principais grupos de teatro de rua existentes no Brasil atualmente. O texto resgata um pouco da história do Galpão e de uma de suas principais montagens: a adaptação da peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Misturando a célebre trama do teatro shakespeareano com elementos circenses e do folclore mineiro, o Galpão criou um espetáculo irresistível, que se tornou um de seus maiores sucessos, encenado em várias cidades do Brasil e no exterior.

Na história das ideias e imagens da cultura ocidental, o tema da morte ou do final da vida foi representado de diversas formas, e talvez seja na iconografia cristã que encontramos as representações mais grandiosas e impactantes sobre os últimos momentos do ser humano (a morte, o juízo final, o inferno e a glória). Neste texto,será analisada a representação do Juízo Final pintada no convento de São Francisco de Cuzco, no Peru, por Diego Quispe Tito (1611- 1681), em 1675.

Um rápido passeio pelo período de maior destaque das vanguardas artísticas nas artes gráficas da Suíça, na primeira metade do século XX. Os principais artistas gráficos, suas obras e suas influências.

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