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O HACER - História da Arte e da Cultura: Estudos e Reflexões é uma publicação do Coletivo HACER sob a Licença

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Obras

Uma e Três Cadeiras (1965) é uma das obras mais conhecidas do artista Joseph Kosuth, um dos principais expoentes da arte conceitual, movimento que  atingiu seu auge nas décadas de 1960 e 1970. Neste ensaio, o autor reflete sobre questões filosóficas presentes no trabalho de Kosuth principalmente no que dizem respeito ao pensamento de Platão, como o mundo das ideias e sua relação com o mundo sensível. 

O pincel de Leonardo da Vinci trouxe para a atualidade uma mulher que, sem ele, estaria esquecida: Ginevra de’ Benci. Quem foi ela? Em que circunstâncias seu retrato foi pintado? É uma obra sobre amor platônico? Uma análise dessa pintura da fase inicial de Leonardo que já aponta os rumos que sua obra irá tomar, além de revolucionar o retrato feminino e criar mais uma fascinante personagem do renascimento italiano.  

O autor analisa a tela "O que a Água me Deu" (Lo que el agua me dio), de 1938. da pintora Frida Kahlo. Uma viagem pela biografia e pelo universo simbólico da artista mexicana através de uma de suas obras mais enigmáticas.  

Leitura de imagem da tela A Leiteira, do artista holandês Johannes Vermeer, pintada por volta dos anos de 1658 e 1660. Considerada uma cena doméstica ou até mesmo uma natureza-morta, a tela é um exemplo da excepcional representação da luz e uso da cor feitos por Vermeer, capaz de criar uma atmosfera suave e etérea. É hoje uma das principais atrações do Rijksmuseum, na cidade de Amsterdam.

A partir da leitura feita por Adelaide de Souza Andrade da obra Dia de Verão, de Georgina de Albuquerque, o objetivo do texto é fazer algumas considerações sobre o trabalho da historiadora, apresentando uma visão alternativa que venha contribuir com a abertura de possibilidades de leitura do trabalho da artista.

Leitura de imagem do afresco La Trinità (A Trindade ou Santíssima Trindade), pintado por Masaccio (1401 – 1428), na Basilica de Santa Maria Novella, em Florença. O texto chama a atenção para o realismo surpreendente na representação perspectiva da arquitetura, em contraste com a a contenção e sutileza das representações das pessoas e suas expressões, apesar de conviverem na mesma “natureza” pictórica, unificada, e ao mesmo tempo bipartida entre corpos e espaço.

Na Roma pós-Segunda Guerra Mundial, o operário desempregado Antonio Ricci consegue um emprego para o qual precisará utilizar sua bicicleta. Essa, no entanto lhe é roubada logo no primeiro dia de trabalho, levando Antonio e seu filho a uma busca desesperada pelo único meio de sobrevivência da família. Ladrões de bicicletas (1948), dirigido por Vittorio De Sica, é frequentemente situado entre os cem melhores filmes da história do cinema. Nesse texto, os autores analisam essa produção expoente do movimento conhecido como neorrealismo do cinema italiano. 

Um recorte fotográfico. Tão forte a luz que quase impede a visão. As cores são vaga lembrança retiniana, que a experiência de olhar para a paisagem registrou com pinceladas rápidas. Há uma paisagem, vista por uma porta, e conforme o título da obra, através da ramada com a qual é construído parte de El Castillete, moradia de Armando Reverón (1889 – 1954) desde 1921, quando resolveu ir para Macuto, até o fim de sua vida.

Detalhada leitura de imagem da escultura em mármore A morte da filha de Niobe, do período clássico grego. A obra foi realizada entre 440 a 450 a.n.e. e atualmente encontra-se no Palazzo Massimo, em Roma. O texto parte da mitologia, passando para a análise minuciosa da obra a partir dos seus elementos formais e estéticos. 

Leitura de imagem do quadro "Praça da Alfândega" (1922), de João Fahrion,  que mostra um lugar da cidade de Porto Alegre muito conhecido por todos os seus habitantes, localizado junto à Rua da Praia. No momento em que a tela foi pintada, a Rua da Praia era o espaço mais exuberante da cidade e servia de ponto de encontro para a alta sociedade. Fahrion não imaginava, no entanto, que pintava o prédio que, mais de trinta anos depois, seria o mais importante espaço das artes do Rio Grande do Sul e, menos ainda, que uma das galerias desse museu estaria batizada com seu nome.

Por Cláudia Strohmayer de Moura

Leitura de imagem da obra Bordando no Jardim (1934), de Oscar Boeira (1883-1943), pintor pouco conhecido e pesquisado, mas que possui uma relevante produção artística para a historiografia da arte gaúcha. Transitando entre aspectos formais e tendências modernizadoras, as telas e desenhos do artista mesclam traços acadêmicos e um pensamento mais arrojado e livre na forma de pintar, o que pode ser verificado na obra analisada.  

O bairro carioca do Mangue é cenário comum nas obras de Lasar Segall (1891-1957), um dos principais expoentes do modernismo brasileiro. Representando as personagens daquele universo de prostituição e pobreza, a tela Figura com Reposteiro (1954), integrante da série Erradias, nos oferece um retrato de corpo e alma de uma mulher pertencente àquela realidade, no qual a identidade brasileira e os estilos modernos da época se mesclam criando uma obra intimista e conquistadora.

Por Samara Müller Pelk

Análise de uma ilustração, anônima, publicada na capa do jornal socialista O Echo Operário, da cidade de Rio Grande (RS) na edição de !ª de maio de 1898. Embora não seja uma obra de arte no sentido canônico do termo, ela tem, certamente, valor artístico, sendo uma expressão estética e uma representação cultural de determinado grupo social.

O texto analisa a gravura de Rugendas, Encontro de índios com viajantes europeus, publicada no seu livro Viagem Pitoresca através do Brasil, procurando verificar em que medida as obras dos artistas viajantes representavam fielmente a realidade do Brasil da época.

Uma figura absolutamente insólita à visão contemporânea, o arcanjo arcabuzeiro “ASIEL”, representado na tela Asiel Timor Dei, produzida por artista anônimo na América do Sul em 1680, associa atributos militares da época (o arcabuz) e o sagrado. Inexistente nas sagradas escrituras, qual seria a origem deste Arcanjo Asiel? E com que propósito portaria um arcabuz, uma das armas de fogo utilizadas pelos conquistadores espanhóis que vieram ao Novo Mundo?

O gênero do retrato e uso de alegorias foram característicos do período conhecido como Barroco. Quando esses dois elementos se mesclavam, o objetivo era conferir à figura humana determinados atributos a partir de símbolos e conceitos abstratos. Foi assim que a pintora Artemisia Gentileschi (1593-c.1652/53) escolheu representar a si mesma em sua obra Autorretrato como Alegoria da Pintura (c.1630), utilizando a forma alegórica de maneira original e inventiva, como somente uma mulher artista poderia fazer.

 

Vindo ao Brasil com o Conde Maurício de Nassau, em 1637, o pintor holandês Frans Post (1612-1680) se destacou por suas pinturas das paisagens do nordeste brasileiro. Na tela Rio São Francisco (1638), percebe-se a construção e a adaptação do olhar do artista ao cenário brasileiro e tropical. Deste processo, resulta uma obra de estilo próprio e conotação única, que vai além do simples registro histórico.

Um monge beneditino do século XV ergue os olhos em direção a Deus e encontra, em vez do divino, um casal entrelaçado. O inusitado e engenhoso detalhe está na decoração do teto da Abadia de Santo Domingo de Silos, em Burgos (Espanha). Que faria uma delicada imagem de amantes envoltos pelo vermelho da paixão e do pecado em um mosteiro medieval da austera ordem beneditina?

 

No teto da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, encontra-se a pintura de Mestre Ataíde considerada como a obra prima do gênero no mundo luso-brasileiro.

 

O texto propõe algumas reflexões acerca do gênero retrato, através da pintura barroca Retrato do Comandante vestindo Armadura, com lenço vermelho, de Van Dyck (1599-1641) fazendo, para isso, uma incursão na literatura de Machado de Assis e uma visita à obra do artista contemporâneo Bob Wilson.

Escolhida pelo autor Rafael Cardoso como um dos 25 quadros mais importantes da arte brasileira entre 1790 e 1930, a pintura Arrufos, de Belmiro de Almeida (1858-1935) é uma obra que se encontra no limiar entre o fim do modelo acadêmico e o surgimento de novas ideias no cenário artístico nacional.

Uma análise da tela Caipira picando fumo (1893), do pintor brasileiro Almeida Júnior (1850-1899) feita a partir do texto Almeida Júnior: o sol no meio do caminho, do crítico e historiador da arte Rodrigo Naves.

Em um texto que mistura análise histórica e a narração bem-humorada de um episódio pessoal, o autor conta como superou seus preconceitos iniciais e se tornou um admirador do construtivismo russo e da Torre de Tatlin, ou Projeto para Monumento à Terceira Internacional, de Vladimir Tatlin (1885-1953).

 

As ambiguidades e as diversas interpretações da pintura "Palas e o Centauro", do pintor renascentista florentino Sandro Botticelli (1445-1510), uma de suas consagradas obras de temática mitológica.

 

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Uma mulher de cabelos negros repousa sorridente em uma banheira cheia d’água, olhando para alguém que não vemos. Quem é ela? Para quem olha? Uma análise dessa intrigante obra do pintor argentino Prilidiano Puerreydon (1823-1870).

La venganza de los pueblos ou Homenaje al Heroico Ejército de Guerrilleros Yugoslavos é uma gravura feita pelo artista mexicano Leopoldo Méndez (1902-1969). O texto apresenta um panorama geral da atuação de Méndez como artista vinculado à ideologia esquerdista, analisando essa gravura na qual ele representa a luta contra os nazistas na 2ª Guerra Mundial.

O texto analisa os ex-votos pictóricos mexicanos, usados para agradecer ao divino por uma graça alcançada, e seu perturbador uso por parte da artista Frida Kahlo para representar um suicídio.

 

"Dança comigo?" parece perguntar a tela "Figura Vermelha", do pintor e gravurista gaúcho Glênio Bianchetti (1928-2014). Um breve comentário a esta obra, pertencente à Pinacoteca do Instituto de Artes da UFRGS.

O texto analisa a tela "Maternidade / Figuras" do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró (1923-2014), da Pinacoteca do Instituto de Artes da UFRGS, relacionando-o às madonas renascentistas e às escravas amas-de-leite, representadas na tela "Mãe Preta" (1930), de Lasar Segall.

Cristo carregando a cruz, do pintor flamengo Hieronymus Bosch (c. 1450-1516), é uma composição avançada para a época. O quadro, preenchido por rostos muito próximos uns dos outros, em “um close-up cinematográfico”, é um verdadeiro estudo de expressões faciais humanas e semblantes demoníacos.

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