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Georgia é uma fonte em negrito elegante e bem legível, mesmo em telas menores. É a fonte ideal para mobile. 

Globalização Cultural

Georgia é uma fonte em negrito elegante e bem legível, mesmo em telas menores. É a fonte ideal para mobile. 

[...] Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá[...]”
(Pela Internet - Gilberto Gil)

BARCA [1]

 

Vemos na tela do computador essa miríade de informações conectadas, e desconexas ao mesmo tempo, e nem sempre dedicamos tempo para pensar em como a cultura particular de cada localidade do planeta pode estar acessível ao toque de um botão. Sem dúvida, a internet é um símbolo do estágio de globalização no qual vivemos, mas essa troca cultural não é exatamente nova, existindo desde a origem da cultura humana; ao longo do tempo apenas foram sendo aperfeiçoados os instrumentos e as estruturas responsáveis e capazes de realizar essas trocas.

 

A humanidade desenvolveu-se a partir de sua capacidade de elaboração complexa da comunicação interpessoal, e essa elaboração, que começou com imagens pintadas em cavernas e fundou uma nova era com a criação da escrita, é a base da cultura globalizada. Esta, iniciou sua jornada à pé, depois domou cavalos, camelos, elefantes, percorreu a rota da seda por milênios, antes que fosse desbravada uma rota muito maior, cercada de medos e incertezas, não mais com a ajuda de animais domesticados, mas com a técnica capaz de unir uma porção de madeira em forma de concha e prender a um mastro (também de madeira), uma porção de pano preso nas bordas, e com essa frágil estrutura enfrentar o reino de monstros míticos, e perigos sem fim, armada de fé na capacidade ilimitada que aquela elaboração complexa tem de superar os, aparentemente, mais intransponíveis obstáculos com o fim de estar em todos os lugares.

 

BARINEL [2]

 

Fernando Pessoa (1888-1935), um dos maiores poetas portugueses, parafraseia Pompeu (106 a.C. -48 a.C.) em seu literal “navigare necesse; vivere non necesse” e o toma para seu uso poético: “Navegar é preciso; viver não é preciso.”. Sua apropriação poética dá margem à lembrança da aventura dos descobrimentos, na qual os portugueses utilizavam os mais avançados equipamentos náuticos, que lhes proporcionavam uma precisão muito grande na arte da navegação, e permitiam o emprego da atitude empírica de “ir ver” o que não se conhece. Mas esse empreendimento era motivado pela busca de algo que se sabia existente, não se conhecia o que havia no “meio”. Na verdade o “meio” não era a América, que já era conhecida aliás, nem os mares, que eram de fato o meio físico pelo qual tinham de viajar para atingir o seu objetivo, mas sim a cultura, constituída em sua técnica de construção naval, nos instrumentos de navegação, nos livros que, desde a antigüidade, guardaram, reproduziram e transmitiram os conhecimentos necessários à sua realização. Assim, Portugal estabeleceu o primeiro império colonial, de caráter global, ao qual impunha subserviência e os seus costumes, sua língua, sua cultura. 


Com a invenção da imprensa, em torno de 1436 a 1439, Johannes Gutenberg (c. 1398-1468) criou um meio de disseminação de todo tipo de conhecimento, que influenciou a cultura do Renascimento e publicou suas idéias e descobertas. Em 1517, teve papel decisivo na Reforma Protestante, servindo à divulgação das noventa e cinco teses de Martin Luther (1483-1546). Por  sua característica de propiciar a rápida transferência de conhecimentos e idéias, a Igreja Católica, através do Concílio de Trento (1545-1563), cria o Index Librorum Prohibitorum, na década de 1550, numa tentativa de combater a Reforma. A Contra-Reforma resgatou o discurso de Gregório (c. 540-604), definindo a pintura como “a Bíblia do iletrado” durante a última parte do século XVI, e a arte religiosa não só foi salva, como foi reconhecido seu valor para a propaganda da Igreja. Outra grande divulgadora dos ensinamentos da Igreja foi a Companhia de Jesus, que espalhou-se das reduções, na  América, a Nagasaki, no Japão.
 

 

CARAVELA [3]

 

Os navios também transportavam os homens da Igreja a serviço de Deus, que viajavam pelo mundo todo para cumprir os seus objetivos: da oposição aos reformistas  à conversão religiosa de outros povos, com a expansão de fronteiras ultramar, propagando o catolicismo por regiões distantes, antes não imaginadas, que já possuíam uma cultura própria. Esse processo de difusão da cultura européia para o mundo, que tem início na era moderna, pode representar o fundamento do que viremos a chamar de globalização, num processo de desfragmentação da cultura em diversos locais no mundo. As grandes navegações são responsáveis pela transposição de barreiras geográficas e culturais, num processo que muda a relação com o espaço.


Assim como os navegadores se lançam ao mar, os jesuítas buscam atingir territórios mais longínquos, e podemos iniciar a viagem da missão jesuítica destacando que, em 1540, um pouco antes da ordem ser reconhecida, São Francisco Xavier (1506-1552) é enviado pela Coroa Portuguesa e em doze anos percorre Índia, China e Japão. A missão Jesuítica no Oriente destrói em massa os templos hindus em Goa. Em 1567, um decreto do Vice-Rei ordenava a destruição de todos os templos pagãos, além de proibir o banho ritual do Hinduísmo, perseguindo muçulmanos, hindus e budistas.


A viagem da Igreja militante para a África, começa a partir do século XV, quando os clérigos negros foram educados e enviados para lá. Essa relação de imposição cultural permanece até o século  XVI, com o fracasso da evangelização dos bantos do Congo. Como resultado, o preconceito racial aumenta muito nesse século, com a crescente necessidade de escravos da África Oriental por parte das colônias ibéricas do Novo Mundo.

 

NAU [4]

 

Na América, ordens religiosas atuavam desde 1523. No México, em 1536, é criado o Colégio Franciscano de Tlateloco, que aceitava filhos da aristocracia indígena mexicana e mestiços. Porém, em 1555, o Primeiro Concílio Provincial Eclesiástico Mexicano decide que índios, mestiços e mulatos não deviam receber ordens sacras, o que é reforçado pelo Segundo Concílio. O Terceiro Concílio é menos rígido e alguns mestiços são aceitos. Em 1567 a 1568, no Peru, assim como em todo o continente sul-americano (menos Brasil e Guianas),  ocorre o Concílio de Lima (1567-8), que proíbe ordenação de indígenas. Para eles, os índios puros eram “gente miserable”, impedidos, e a primeira geração de mestiços aumentaria o preconceito racial do clero colonial.


Esse processo evidencia a desvalorização da cultura do outro para valorização da “minha” cultura; uma forma de imposição e dominação, que repercute na intolerância, contribuindo de forma negativa com a herança do preconceito.


As missões Jesuíticas, ao percorrer o mundo, tem acesso a informações, notícias e hábitos de outros povos. Acabam criando uma rede epistolar sem precedentes, estando parte dessa correspondência reunida nos 125 volumes da Monumenta Historica Societatis Iesu. As cartas e informações sobre outras culturas, levavam à Europa as perspectivas de exploração comercial e de lucro econômico, além de dados que confirmavam a possibilidade de criação de uma nova “comunidade geral” a partir da propagação da fé cristã.


A divulgação do Cristianismo pelos Jesuítas se dá também no Japão, de 1570 até 1614, quando foi proibido, com a perseguição do governo Tokugawa. Na China, a missão inicia em 1601, com a fundação da Missão Jesuítica de Pequim, e tamanha é a expansão que, no início do século XVIII havia de 200 a 300 mil cristãos na China.


Como ocorreu com a interferência dos países colonizadores nas áreas colonizadas, a influência da globalização nas culturas locais ocorre hoje de forma mais intensa, com uma velocidade cada vez maior, devido à facilidade de acesso a todos os territórios, construindo uma cultura híbrida em termos globais.

 

FLUYT [5]


Em 1602 os holandeses criam a Companhia das Índias Orientais, que tornou-se a mais rica corporação em todo o mundo, com cento e cinquenta navios de comércio e quarenta de guerra. Empregava vinte mil marinheiros, dez mil soldados e quase cinquenta mil civis. Tanto os portugueses, quanto os holandeses, importavam os excedentes de suas colônias e vendiam para os espanhóis e os franceses. Em 1660, a rota de navegação que mais empregava navios era a Báltico-Cadiz, dominada pelos holandeses. Em 1670, a marinha mercante holandesa somava, em tonelagem, mais do que as marinhas da França, Inglaterra, Escócia, Sacro Império Romano, Espanha e Portugal juntas.


Os holandeses, em suas colônias, não tentavam converter as populações locais ao Cristianismo, e nem impingir-lhes a cultura holandesa. Na Holanda, também não preocupavam-se muito com os assuntos das colônias. No Oriente, as missões católicas foram substituídas por calvinistas, mas o holandês era falado apenas nos escritórios da Companhia. Essas diferenças de atitude dos holandeses frente às colônias, em relação à atitude portuguesa, não significa que não as discriminassem, pois do ponto de vista da exploração, indiferenciavam-se.


A Companhia das Índias Ocidentais foi criada em 1611, e era menor do que a das Índias Orientais. Durante um breve período controlou, no litoral brasileiro, o território do que viria a ser o estado de Pernambuco. Em 1625, funda na ilha de Manhattan, a capital da colônia de Nova Holanda, chamada Nova Amsterdã, cedida aos britânicos em 1664. No final do séc. XVII, possuía ainda no Ocidente, seis ilhas nas Antilhas, três na costa das Guianas.


Nas colônias do Caribe, onde a população indígena havia sido totalmente dizimada, houve um imenso aporte de escravos africanos, surgindo uma língua híbrida a partir da mistura de dialetos falados por escravos vindos de diversas colônias portuguesas - como Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e da Nova Amsterdã brasileira (Natal)-, além da população branca, formada por protestantes e sefarditas,  fugidos da perseguição em Portugal e fundadores da primeira sinagoga das Américas em Mauritsstad (Recife).

 

CLIPPER [6]

 

Como resultado das viagens que propiciaram a colonização de novas terras e o conhecimento de novas culturas, a dominação exercida pelos colonizadores também foi uma forma de se apropriar das produções simbólicas dos “ameríndios” e de outros povos. Esse processo significou aos europeus a descoberta do inédito, de costumes e artefatos, e até mesmo da natureza. Nessa época, os príncipes, além de financiarem os artistas do Renascimento e incorporarem boa parte dessa produção em suas magníficas coleções; também obtinham tesouros de toda a parte dos lugares com os quais comerciavam e dos novos mundos que descobriam. A formação de coleções é tão antiga quanto o homem e o seu propósito permanece, sendo uma forma de recolher pedaços de um mundo que se quer compreender, fazer parte ou dominar. Dessa forma, surge o “gabinete de curiosidades”, salas que abrigavam objetos diversos que eram apreciados pela nobreza, caracterizadas por  um acúmulo de diversos tipos de objetos de toda as partes do mundo, recolhidos nas viagens. Faziam parte dessas salas animais empalhados, quadros, moedas, instrumentos científicos, fósseis, etc. 


Então, voltemos às terras além mar! Em uma dessas viagens, até mesmo um manto de plumas raríssimo dos Tupinambás, do Brasil, foi levado a Europa no século XVI, sendo incorporado a uma das mais espetacular de todas as coleções: a dos Medici, de Florença. Na Itália foi onde se reuniu o maior número de coleções do Renascimento; na França, as coleções reais de Francisco I (1494-1547) enchiam alas de galerias dos palácios franceses; na Inglaterra, também eram riquíssimas as coleções de Carlos I, que depois de sua decapitação (1649) foram compradas pela França e Áustria. As coleções, símbolos do poderio econômico das famílias principescas do Renascimento, dão origem à instituição “museu” que conhecemos hoje, ampliando o acesso às obras e objetos, antes restrito às famílias e amigos do colecionador. A Contra-Reforma compreendeu a defesa que a Companhia de Jesus fazia da cultura e seu papel na preservação da sociedade cristã, criando a Biblioteca Ambrosiana (1609), e a Pinacoteca Ambrosiana (1618), com objetivos educacionais. Ainda no século XVII, ocorre a abertura do Louvre - por uma burguesia que tinha a necessidade de se estabelecer-, primeiro para público restrito, e em 1750, para o público em geral, contribuindo para o processo de construção da identidade nacional francesa e para consolidação dos estados nacionais.

 

Se torna importante para o ensino da História compreender a cultura, com a finalidade pedagógica e ideológica de representar a nova ordem. Nesse contexto se organiza o saber e o conhecimento.

 

 

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Denis Diderot (1713-1784) dedicou vinte e seis anos de sua vida à realização da Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers, compreendendo 33 volumes, 71.818 artigos, e 2.885 ilustrações. Os volumes finais foram publicados em 1772 e sua pretensão era abranger todo o conhecimento humano. Muitas das mais notáveis figuras do Iluminismo francês contribuíram para a obra, incluindo Voltaire, Rousseau, e Montesquieu. A Encyclopédie traduziu as idéias do Iluminismo, foi acusada de ateísmo e atacada por integrantes do clero. Em 1759, o Conselho de Estado decide destruir a Enciclopédia, mas Diderot é avisado por seu protetor, Chrétien-Guillaume de Lamoignon de Malesherbes (1721-1794), e a salva. A Enciclopédia e De l’esprit são incluídos no Index, entretanto o mercado livreiro no século XVIII produzia dez vezes mais livros do que no século anterior e nunca se tinha consumido tanta leitura.


A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, disseminou-se mundialmente no século XIX, transformando a maneira como eram produzidos os bens de consumo, substituindo a economia baseada na agricultura pela produção industrial. A própria agricultura começou a mecanizar-se, com a invenção da semeadeira, por Jethro Tull (1674-1741). Novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa. 
 

 
 

MEDIA [8]


Nesses tempos de revolução tecnológica, convivemos com uma quantidade cada vez maior de formas de transmissão cultural remota e com qualidade crescente de som e imagem. A reprodutibilidade, característica da globalização, coloca a questão da autenticidade do objeto da comunicação:  “Pode ser que as novas condições assim criadas pelas técnicas de reprodução, em paralelo, deixem intacto o conteúdo da obra de arte; mas, de qualquer maneira, desvalorizam seu hic et nunc.” (BENJAMIN, 1969, p. 13).


O desenvolvimento da tecnologia possibilita um fluxo maior de informações, uma troca entre as culturas, e é a comunicação que faz essa aproximação. Os meios que impulsionaram esse processo foram as grandes navegações, a imprensa (livros, jornais), passando pelo telégrafo, telefone, televisão, e, finalmente, a rede mundial de computadores.


A globalização cultural é um sistema que está sempre em construção; um processo de  interconexão multilateral no qual se perde a relação de fidelidade com os referenciais históricos, relativos, que reelaborados geram uma mescla de local e global.


O historiador Jacques Barzun começa a terminar seu livro Da alvorada à decadência dizendo: “Alguns escritores chamaram ao nosso tempo o fim da era européia. Verdadeira num sentido, a frase é enganadora num outro: ela esquece a europeização do globo.” (BARZUN, 2002, p. 858). A Europa, que foi pioneira na globalização, estabelecendo vínculos de cantos longínquos do planeta com a sua cultura e, a partir dela, com os demais, agora desfruta de uma posição privilegiada na competição por espaço, ou tempo, na nossa pós-moderna economia midiática.


E do ponto da história em que estamos observando, já conseguimos perceber que a faina da globalização é um traço cultural que trazemos de muito longe, e que para alcançá-la utilizamos meios como a internet, ou o telégrafo, ou até mesmo um navio, para aportar numa praia das Índias, pois como afirma Marshall McLuhan (1996, p. 21): “Numa cultura como a nossa, há muito acostumada a dividir e estilhaçar todas as coisas como meio de controlá-las, não deixa, às vezes, de ser um tanto chocante lembrar que, para efeitos práticos e operacionais, o meio é a mensagem.” 

 

REFERÊNCIAS

 

BARZUN, Jacques. Da alvorada à decadência. A História da cultura Ocidental de 1500 aos nossos dias. Saõ Paulo: Campus, 2002.

 

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução. In: A Ideia do Cinema. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1969. p. 10-34.

 

BINGEMER, Maria Clara Lucchetti. Globalização: o que isso tem a ver com os jesuítas? In: NEUTZLING, Inácio; DOWELL, João Mac, orgs. A Globalização e os Jesuítas: origens, histórias e impactos. São Paulo: Loyola, 2007. v.1. Disponível em: http://books.google.com.br. Acesso em: 11 dez. 2010.

 

BLUNT, Anthony. O Concílio de Trento e a Arte Religiosa. In: _____. Teoria artística na Itália 1450-1600. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. p. 141-181.

 

BOXER, Charles R. The Dutch Seaborne Empire: 1600-1800. London: General, 1965. Disponível em: <http://books.google.com.br>. Acesso em 11 dez. 2010.
 
BRAGA-PINTO, César. Anchieta e as interpretações do sujeito cristão. In: _____. As promessas da história: discursos proféticos e assimilação no Brasil Colonial (1500-1700). São Paulo: EDUSP, 2003. p. 67-120.

 

CANCLINI, Néstor Garcia. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. 4. ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 1999.

 

GIL, Gilberto. Pela internet. Rio de Janeiro: Gege Edições Musicais Ltda, 1997. CD. Disponível em: < http://www.gilbertogil.com.br >. Acesso em 11 dez. 2010.

 

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva, Guacira Lopes Louro. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

 

McLUHAN, Marshall. Os meios de comunicaçao como extensões do homem. Trad. Décio Pignatari. 8. ed. New York: Cultrix, 1996.

 

MARQUES, Alfredo Pinheiro. Guia de História dos descobrimentos e expansão portuguesa. 2. ed. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1988. Disponível em: http://books.google.com.br. Acesso em: 11 dez. 2010.

 

PESSOA, Fernando Antonio Nogueira. Poesias. Porto Alegre: L&PM, 1996.

 

PINTO, Luiz Fernando da Silva. Sagres: a revolução estratégica. Brasília: Senac, 2007. Disponível em: http://books.google.com.br. Acesso em: 11 dez. 2010.

NOTAS

 

[1] Barco de um só mastro, com o qual Gil Eanes (Séc. XV) ultrapassou o Cabo Bojador, em 1434. (voltar ao texto na nota 1)

 

[2] Barco de um a três mastros e pano redondo, usado na exploração da costa africana, mas pela dificuldade na torna-viagem foi substituído pela caravela, de pano latino. (voltar ao texto na nota 2)

 

[3] A esquadra de Cabral tinha três ou quatro caravelas redondas, de quatro mastros, com pano redondo no mastro de vante e latino (triangular) nos demais. (voltar ao texto na nota 3)

 

[4] Navio redondo de alto bordo, castelos de popa de três pavimentos, e proa de dois, arvorava três mastros, dois com pano redondo, e um com pano latino. A São Gabriel é célebre pela descoberta do caminho marítimo para a Índia. (voltar ao texto na nota 4)

 

[5] Um dos fatores da acelerada expansão do comércio marítimo holandês foi a evolução dos designs padronizados e técnicas de otimização do trabalho que possibilitaram a construção de embarcações de máxima capacidade e custo reduzido. (voltar ao texto na nota 5)

 

[6] O clipper é um tipo de veleiro mercante de grande porte muito veloz. O termo vem do verbo inglês to clip (avançar rapidamente). (voltar ao texto na nota 6)

 

[7] “Cultura” em código Morse. A telegrafia foi inventada em 1835, por Samuel Finley Breese Morse (1791 – 1872), e possibilitou a comunicação instantânea de longa distância. (voltar ao texto na nota 7)

 

[8] Canais ou ferramentas usadas para armazenamento e transmissão de informação ou dados. (voltar ao texto na nota 8)